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Em homenagem às mulheres Detran-PB conta histórias das conquistas de servidoras habilitadas

publicado: 08/03/2026 05h32, última modificação: 08/03/2026 09h18
Estatísticas confirmam que as mulheres são mais prudentes, porque se envolvem em menos colisões

Giselly- Agente dw Trânsito Lei SecaO Dia Internacional da Mulher tem como data 8 de março, mas sabemos que as conquistas femininas acontecem todos os dias, nos mais variados espaços e situações. As mulheres vêm alcançando seu lugar no trânsito e a aquisição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) simboliza uma mudança concreta em suas vidas.

Em dez anos, as vias do Estado tiveram um crescimento expressivo de condutoras comprometidas com a segurança e com o interesse pela autonomia de ir e vir, liberdade e adequação das rotinas diárias. Segundo o anuário do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB), 29% dos condutores são do sexo feminino, 52% dessas mulheres têm entre 31 e 50 anos e houve um aumento de 63% na participação feminina de 2015 a 2025. 

Para homenagear as servidoras do seu quadro funcional, o Detran-PB realizou uma ação de visibilidade, abordando a temática da aquisição da CNH. Os relatos e motivos foram os mais diversos possíveis, como conseguir uma melhor colocação no trabalho, conquistar a liberdade, superação do medo, controle da rotina, passar os conhecimentos adiante e motivar mais mulheres a tirar a carteira de motorista.

Roberta Neiva - Diretora de OperaçõesAssim, conversamos com a diretora de Operações Roberta Neiva sobre o significado da CNH em sua vida. Segundo ela, “o carro é um ambiente de muitas memórias afetivas. Para a mulher, dirigir é empoderamento, é encontrar um espaço onde os homens dominam, mas, para mim, sempre foi um lugar de felicidade, de alegria, de encontro, de construção de memórias. Dirigir aleatoriamente enquanto ouço música, converso com Deus e viajo sozinha”.

Nidja Andrade - ServidoraPara Nidja Andrade, jornalista que atua no setor de comunicação do órgão, dirigir foi um marco, uma mudança radical. “Comecei a lecionar disciplinas sobre o trânsito e tive a oportunidade de passar esses ensinamentos para muitas pessoas, em aulas que eu ministrei no Detran, nas autoescolas e para alunos particulares”.

O ato de conduzir, seja carro, moto, carreta ou outros veículos, abre oportunidades diversas em ambientes majoritariamente masculinos. A servidora Giselly Araújo, agente de trânsito da Operação Lei Seca, trouxe seu depoimento: “Sou habilitada desde os 18 anos. Aprendi cedo que dirigir vai muito além de se deslocar: é conquistar liberdade e conduzir a própria vida. A obtenção da CNH também me permitiu a investidura no cargo de agente de trânsito do Detran, tendo em vista que esse era um dos requisitos exigidos no edital do concurso”.

Oneide Gama - SevidoraDentre outras histórias que ganharam luz, voz e texto, temos a da servidora Oneide Maia, que tirou a carteira por incentivo de um dos filhos, vencendo o medo. “Eu faço treinos de corrida às 5h da manhã e saio no meu carro com toda autonomia”. 

Estatísticas - Os dados do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest) sobre vítimas fatais em 2025 mostram que das 1.750 mortes, 242 foram de mulheres (13,8%). Desse número, 139 foram identificadas como vítimas, sendo 39 por motoristas/motociclistas (28%); 60 como passageiras (43%); 38 como pedestres (27%) e duas ciclistas (1%). Esses levantamentos confirmam que as mulheres são minoria como vítimas fatais.

Para endossar esses números, o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) constatou que 13% dos sinistros, no geral, envolveram condutoras do sexo feminino. Esse dado destaca como as mulheres são mais prudentes, pois se envolvem em menos colisões, resultando em maior segurança viária para todos.

O Detran deseja que as mulheres ocupem seus espaços nas pistas, nas ciclovias, nas faixas de pedestres e mantém o compromisso com a liberdade de ir e vir das mulheres.

Surama Marjouri 

Estagiária da Ascom/Detran-PB

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